- Organizações indígenas da Amazônia iniciaram uma semana de diálogos sobre a proteção do bioma e a inclusão dos povos indígenas nas decisões.
- O evento culminará em uma cúpula com presidentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
- Espera-se a assinatura de uma nova declaração, que será uma versão renovada da Declaração de Belém.
- As principais demandas incluem a criação de um mecanismo de cogestão na OTCA e a proteção dos territórios indígenas.
- A cúpula contará com a presença dos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, que possuem visões divergentes sobre a exploração de recursos fósseis na região.
Organizações indígenas da Amazônia iniciam diálogos sobre proteção do bioma
As organizações indígenas da Amazônia deram início a uma semana de diálogos, com foco na proteção do bioma e na inclusão dos povos indígenas nas decisões. O evento culminará em uma cúpula com os presidentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), onde se espera a assinatura de uma nova declaração.
Durante a abertura, Sandra Rodríguez Rivera, da Associação do Conselho Regional Indígena do Guainía, destacou que sem os povos indígenas não há Amazônia. A nova declaração deverá ser uma versão renovada da Declaração de Belém, que já havia sido um marco no reconhecimento dos direitos indígenas, mas que, segundo as organizações, ainda carece de implementação efetiva.
As dez principais demandas dos povos indígenas incluem a criação de um mecanismo de cogestão na OTCA, proteção de seus territórios e acesso direto a financiamentos climáticos. Um ponto crucial é a solicitação para que todos os Estados declarem a Amazônia como uma zona livre de atividades extrativas, como mineração e exploração de hidrocarbonetos.
Conflitos de interesses entre líderes
A cúpula contará com a presença dos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, que têm visões divergentes sobre a exploração de recursos fósseis na região. Enquanto Petro defende a transição para uma Amazônia livre de combustíveis fósseis, Lula argumenta que a exploração é necessária para financiar a transição energética.
Além disso, a cúpula busca fortalecer a governança da OTCA, incluindo a participação ativa das comunidades indígenas. A ministra de Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Yolanda Villavicencio Mapy, enfatizou a importância de incluir os povos indígenas nas decisões, enquanto o secretário-geral da OTCA, Martín Von Hildebrand, ressaltou a urgência de abordar a segurança na região, que enfrenta a influência de grupos criminosos.
A expectativa é que a nova declaração traga compromissos claros sobre a proteção da Amazônia e a participação dos povos indígenas, refletindo a urgência de ações concretas para preservar esse ecossistema vital.
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