- Em 2023, os incêndios florestais na União Europeia atingiram mais de 1 milhão de hectares queimados, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis).
- Portugal e Espanha são os países mais afetados, com Portugal registrando 3% de seu território queimado, um novo recorde.
- O incêndio mais devastador ocorreu em Piódão, Portugal, entre 13 e 24 de agosto, consumindo mais de 64 mil hectares.
- A média de área queimada em Portugal é quase três vezes superior à média anual entre 2006 e 2024.
- Cientistas apontam que as mudanças climáticas têm intensificado os incêndios, aumentando a frequência e a gravidade das queimadas.
Os incêndios florestais na União Europeia atingiram um novo marco em 2023, com mais de 1 milhão de hectares devastados, conforme dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis). Portugal e Espanha são os países mais afetados, com Portugal registrando 3% de seu território queimado, um recorde histórico.
O incêndio mais devastador ocorreu em Piódão, Portugal, onde as chamas começaram em 13 de agosto e se espalharam rapidamente para os concelhos vizinhos. O fogo foi controlado apenas em 24 de agosto, após consumir mais de 64 mil hectares. Este evento é considerado o pior incêndio da história do país, superando o incêndio de Vilarinho, em 2017.
Impacto na União Europeia
Os dados do Effis mostram que Portugal lidera a lista de países da UE com maior percentual de área queimada, seguido por Chipre e Espanha. A média de área queimada em Portugal é quase três vezes superior à média anual entre 2006 e 2024. A Grécia, que também enfrentou incêndios severos, ocupa a quinta posição com 0,38% de seu território afetado.
A temporada de incêndios deste ano é a mais severa desde o início da série histórica em 2003, com 1.015.024 hectares queimados, superando o recorde anterior de 2017. As emissões de poluentes atmosféricos também atingiram níveis alarmantes, com 38 milhões de toneladas de dióxido de carbono liberadas até agora.
Causas e Consequências
Cientistas apontam que as mudanças climáticas têm contribuído para a intensificação dos incêndios, criando condições propícias para grandes incêndios florestais. A combinação de ondas de calor e secas severas tem exacerbado a situação, levando a um aumento no número de incêndios e suas consequências devastadoras.
As autoridades enfrentam desafios significativos na contenção dos incêndios, mesmo com medidas de prevenção em vigor. O cenário exige uma resposta urgente para mitigar os impactos ambientais e proteger as comunidades afetadas.
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