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Desmatamento avança e ameaça a Serra do Curral em Minas Gerais

Alan Cavalcante do Nascimento é investigado por corrupção e fraudes em licenças ambientais, com foco em suas atividades na Serra do Curral.

Foto: Reprodução
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  • A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram uma operação em Minas Gerais para investigar corrupção de servidores públicos na área ambiental.
  • O empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento é o principal alvo, acusado de pagar propina para fraudar licenças ambientais.
  • Cavalcante lidera um esquema que facilita a liberação irregular de projetos e possui um conglomerado de 38 empresas, com capital social superior a R$ 100 milhões.
  • Ele já foi multado em R$ 2,6 milhões por infrações ambientais na Serra do Curral, uma área ecologicamente importante.
  • A investigação surgiu após denúncias de uso de “laranjas” como sócios e registros de empresas em endereços inexistentes, levantando suspeitas sobre a legalidade das operações.

Na manhã desta quarta-feira (17), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para investigar a corrupção de servidores públicos na área ambiental em Minas Gerais. O foco da investigação é o empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento, acusado de pagar propina para fraudar licenças ambientais.

Cavalcante, que se destacou no setor de mineração, é apontado como líder de um esquema que envolve a liberação irregular de projetos. A operação busca desmantelar um grupo criminoso que, segundo a PF, atua na corrupção de agentes públicos. O empresário, conhecido por sua ostentação, possui um conglomerado de 38 empresas, incluindo mineradoras e construtoras, com um capital social superior a 100 milhões de reais.

Nos últimos anos, Cavalcante tem sido alvo de diversas autuações por infrações ambientais. Ele já foi multado em 2,6 milhões de reais por atividades ilegais na Serra do Curral, uma área de grande importância ecológica em Minas Gerais. A exploração de minério de ferro na região, que já sofreu com a devastação anterior, voltou a ser uma preocupação com as atividades de Cavalcante.

A investigação começou após denúncias de que suas empresas estariam utilizando “laranjas” como sócios, sem condições financeiras ou conhecimento técnico para operar no setor. Além disso, algumas de suas empresas estão registradas em endereços inexistentes, levantando suspeitas sobre a legalidade de suas operações. A situação de Cavalcante é um reflexo das tensões entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental no Brasil.

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