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Meta de redução de emissões citada por Lula na ONU é criticada por ambientalistas

Lula apresentou a nova meta de redução de emissões, mas entidades ambientais alertam sobre a necessidade de um compromisso mais firme para o clima.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova York (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a nova meta do Brasil de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 59% a 67% até 2035, em relação aos níveis de 2005.
  • Essa meta, mais ambiciosa que a anterior de 13% a 29% até 2030, foi apresentada na Conferência das Partes (COP29) em Baku.
  • As emissões devem ficar entre 850 milhões e 1 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) até 2035, abaixo das 2,4 bilhões de toneladas emitidas em 2005.
  • Entidades ambientais elogiaram a iniciativa, mas expressaram preocupação com a falta de um valor fixo que assegure o cumprimento do objetivo de 1,5°C do Acordo de Paris.
  • O Brasil sediará a COP30 em novembro de 2025, em Belém, e especialistas destacaram a importância de um esforço coletivo na redução de emissões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, na Assembleia-Geral da ONU, a nova meta do Brasil de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 59% a 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Essa declaração gerou debates sobre a adequação da meta ao limite de 1,5°C do Acordo de Paris e a urgência de ações globais.

Lula destacou que o compromisso abrange todos os gases de efeito estufa e setores da economia. A meta, apresentada na COP29 em Baku, é considerada mais ambiciosa que a anterior, que previa uma redução de 13% a 29% até 2030. Com a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), as emissões devem ficar entre 850 milhões e 1 bilhão de toneladas de CO₂ até 2035, abaixo das 2,4 bilhões de toneladas emitidas em 2005.

Entidades ambientais, como o WWF-Brasil, elogiaram a iniciativa, mas expressaram preocupação com a falta de um valor fixo que assegure o cumprimento do objetivo de 1,5°C. Alexandre Prado, líder de mudanças climáticas da organização, afirmou que a “banda” de 59% a 67% gera desconforto, pois a meta inferior não seria suficiente para atingir o objetivo climático desejado.

O Observatório do Clima também criticou a nova meta, ressaltando que ela não está alinhada com compromissos anteriores do Brasil, como o compromisso de zerar o desmatamento até 2030. Carolina Pasquali, do Greenpeace Brasil, elogiou o tom do discurso de Lula, que enfatizou a crise climática e a necessidade de um multilateralismo robusto, além de incentivar outros países a apresentarem NDCs mais ambiciosas antes da COP30.

Marta Salomon, do Instituto Talanoa, destacou que, quase um ano após o envio da NDC brasileira, os maiores emissores globais ainda não divulgaram novos compromissos. A especialista enfatizou que a redução de emissões deve ser um esforço coletivo, e não apenas uma responsabilidade do Brasil. O país sediará a COP30 em novembro de 2025, em Belém.

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