- Designers brasileiros estão reinventando móveis e objetos a partir de resíduos, promovendo sustentabilidade e pesquisa de materiais.
- Destaques: a mesa Dominó e o espelho Dominó usam cerâmicas reaproveitadas e alumínio 100% reciclado, com base de demolição; a luminária Pilar combina iluminação e apoio com madeira recuperada.
- Coleções que exploram materiais reaproveitados: Sobrepor, apresentada na SP-Arte, com papelão reaproveitado, e a linha Intervenções de Noemi Saga Atelier, com peças que unem garimpo, usinagem e acabamento manual.
- Peças que trabalham plástico reciclado: Inverso, da Suite, utiliza plástico reciclado com fragmentos de pedra natural; Madre, de Superlimão e Vaique, utiliza plástico translúcido em diferentes escalas.
- Estante Castanhão, de Érico Gondim, ligada ao RegeneraLab e Cagece, mostra reaproveitamento de resíduos de saneamento e faz parte de uma linha de design regenerativo; presença na SP-Arte.
Em um movimento de sustentabilidade, designers brasileiros estão transformando resíduos em móveis e objetos de design. A prática ganha espaço com foco em reaproveitamento de cerâmica, madeira, plástico e papelão, combinando estética, inovação e responsabilidade ambiental.
Mesa Dominó e espelho Dominó do Assimply Studio destacam o uso de materiais regionais. Cerâmicas reaproveitadas no Rio de Janeiro formam a mesa, com base feita de 72% de resíduos de demolição; o espelho usa alumínio 100% reciclado. A coleção ressalta função e permanência.
A Luminária Pilar, da Casa Costillas, une iluminação e apoio em uma peça única. A peça utiliza madeira recuperada e tecido na cúpula, com leitura de cor e densidade que privilegia ambientes de leitura e convivência.
Sobrepor
A Coleção Sobrepor, de Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz, apresentada na SP-Arte, reúne mais de dez peças que exploram a fronteira entre arte e design. Bancos, luminárias e objetos surgem de papelão reaproveitado, tingido com terras locais de Minas Gerais, preservando marcas do tempo.
Aparador PLE-90
Percival Lafer, aos 90 anos, lança o PLE-90, aparador que transforma madeira residual da produção da Etel. A peça equilibra forma, material e tempo, mostrando uma leitura contemporânea de design inteligente e durável.
Noemi Saga Atelier
A Coleção Reengrenagem transforma componentes industriais — engrenagens, fresas e peças usinadas — em mesas de apoio. Superfícies com oxidação e desgaste ganham expressão, enquanto bases em latão ou aço reaproveitado reforçam o conceito de memória material.
Coleção Inverso
A Suite apresenta a Coleção Inverso, que utiliza plástico reciclado triturado e fragmentos de pedra natural. Pigmentos naturais, como açafrão e argilas, dão cor às peças, que incluem móveis e luminárias, ampliando o debate sobre sustentabilidade e sofisticação.
Madre
A série Madre, de Superlimão em parceria com Vaique, utiliza plástico reciclado translúcido em instalações e objetos. A proposta revela novas escalas, desde estruturas de entrada a peças de técnica artesanal, promovendo circularidade e reutilização criativa.
Vestígios
Studio Anna Machado trabalha a linha Vestígios com itens feitos a partir de sobras do estúdio. A designer também apresenta TON, projeto que expande o uso do plástico para além da matéria-prima, associando-o a memória social e prática de desamparo.
Estante Castanhão
Érico Gondim apresenta a Estante Castanhão, parte de uma linha de quatro peças. O projeto usa resíduos do saneamento como matéria-prima, conectando sustentabilidade, inovação e memória industrial. A coleção foi exibida na SP–Arte, destacando economia circular.
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