- Ex-funcionários da Meta, controladora do Facebook e Instagram, testemunharam no Congresso dos Estados Unidos.
- Eles acusaram a empresa de ocultar pesquisas sobre riscos à segurança infantil em plataformas de realidade virtual.
- Os depoimentos indicaram que a Meta contratou advogados para vetar investigações sensíveis.
- Pesquisadores afirmaram que a empresa suprimia estudos internos que apontavam riscos à segurança de crianças.
- A Meta negou as acusações, chamando-as de uma “narrativa predeterminada e falsa”.
Ex-funcionários da Meta, controladora do Facebook e Instagram, testemunharam no Congresso dos EUA, acusando a empresa de ocultar pesquisas sobre riscos à segurança infantil em suas plataformas de realidade virtual. As denúncias foram feitas em uma audiência no Senado, onde os ex-pesquisadores relataram que a Meta teria contratado advogados para filtrar e vetar investigações sensíveis.
Os depoimentos revelaram que a Meta suprimia regularmente estudos internos que apontavam sérios riscos à segurança de crianças. Seis pesquisadores afirmaram que a equipe jurídica da empresa buscava criar uma “negação plausível” em relação aos efeitos negativos de seus produtos. A Meta negou as acusações, com a porta-voz Dani Lever chamando-as de uma “narrativa predeterminada e falsa”.
Documentos internos indicam que, após vazamentos em 2021, a Meta impôs novas normas a pesquisas sobre temas sensíveis, como infância e assédio. Um funcionário estimou que, em 2017, 80% a 90% dos usuários em algumas salas virtuais eram menores de 13 anos, burlando as restrições de idade. Pesquisadores alertaram que essa situação poderia resultar em repercussões negativas para a empresa.
Críticas e Responsabilidade
O pesquisador Jason Sattizahn, que também testemunhou, afirmou que a Meta não demonstrou disposição para mudar suas práticas sem pressão externa. Ele criticou a empresa por não ter aproveitado oportunidades anteriores para corrigir seu comportamento, sugerindo que a busca por lucros pode estar acima da segurança dos usuários. As alegações levantam questões sobre a responsabilidade das plataformas digitais em proteger seus usuários mais vulneráveis.
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