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Tiroteios causam 516 interrupções no atendimento de unidades de saúde no Rio

Suspensão de pré-natal no Rio de Janeiro causa complicações em gestantes e resulta em parto antecipado; 516 atendimentos foram cancelados

Tiroteio na Maré resulta na morte de chefe do tráfico; Linha Amarela é interditada (Foto: Reprodução)
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  • Carla, uma gestante de 27 anos, teve complicações de saúde devido à suspensão de consultas de pré-natal no Rio de Janeiro, causadas pela violência na cidade.
  • Ela foi diagnosticada tardiamente com hipertensão, resultando em um parto antecipado.
  • A Secretaria Municipal de Saúde registrou 516 suspensões de atendimento em unidades de saúde.
  • As zonas Norte e Oeste da capital são as mais afetadas, com pelo menos três clínicas da família fechadas sem previsão de reabertura.
  • Entre janeiro e setembro deste ano, o Instituto Fogo Cruzado registrou 1.187 tiroteios, resultando em 302 mortos e 325 feridos.

Carla, uma gestante de 27 anos, teve sua gravidez marcada por complicações de saúde devido à suspensão de consultas de pré-natal no Rio de Janeiro, causadas pela violência na cidade. Após perder atendimentos essenciais, ela foi diagnosticada tardiamente com hipertensão, resultando em um parto antecipado. A Secretaria Municipal de Saúde registrou 516 suspensões de atendimento em unidades de saúde, refletindo o impacto da violência na saúde pública.

As zonas Norte e Oeste da capital são as mais afetadas, com pelo menos três clínicas da família fechadas sem previsão de reabertura. O levantamento aponta que, em média, 38 unidades são impactadas mensalmente, afetando não apenas consultas, mas também serviços como visitas domiciliares, que foram suspensas em 88 unidades. Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, destacou que a falta de uma estratégia eficaz de segurança pública perpetua os problemas de saúde.

Entre janeiro e setembro deste ano, o Instituto Fogo Cruzado registrou 1.187 tiroteios, resultando em 302 mortos e 325 feridos. As operações policiais, embora necessárias, não são suficientes para resolver a situação, segundo Daniel Hirata, professor da Universidade Federal Fluminense. Ele afirma que essas ações precisam ser parte de uma política de segurança mais abrangente.

A Secretaria Municipal de Saúde já contabiliza um prejuízo de R$ 215 mil em manutenção e reparos devido aos impactos da violência. Robson Rodrigues, cientista social da Uerj, alerta que a falta de diálogo entre os diferentes níveis de governo impede soluções eficazes para a criminalidade, resultando em um cenário alarmante de tiroteios e suas consequências diretas na saúde da população.

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