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Frio intenso pode ter causado explosão fatal em fábrica na Grande Curitiba

Laudo aponta que baixa temperatura contribuiu para explosão na fábrica de explosivos, que deixou nove mortos e sete feridos. Investigação segue em andamento

Explosão em fábrica de explosivos resulta em feridos e desaparecidos na Grande Curitiba (Foto: Reprodução)
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  • Uma explosão na fábrica de explosivos Enaex Brasil, em Quatro Barras, Paraná, resultou na morte de nove pessoas e ferimentos em sete, no dia 12 de agosto.
  • Um laudo da Polícia Científica indicou que a baixa temperatura de 3°C contribuiu para a solidificação do pentolite, levando à detonação.
  • O perito Jerry Cristian Gandin apontou falhas no sistema de segurança, que não possui travas automáticas para temperaturas abaixo de 50°C.
  • As investigações, com cerca de 80 integrantes da Polícia Científica, utilizam o método de Análise da Causa Raiz (RCA) e foram prorrogadas por mais 30 dias.
  • Recomendações de segurança foram feitas e o Exército irá analisar o caso, enquanto a Enaex Brasil afirma que possui todos os sistemas de segurança necessários.

Uma explosão na fábrica de explosivos Enaex Brasil, em Quatro Barras, Paraná, resultou na morte de nove pessoas e ferimentos em sete. O acidente ocorreu em 12 de agosto e investigações apontam que a baixa temperatura de 3°C foi um fator crucial para a tragédia.

De acordo com um laudo da Polícia Científica do Paraná, a explosão aconteceu dentro de um reator que mistura componentes do pentolite, uma mistura explosiva de TNT e nitropenta. A temperatura externa na manhã do acidente era significativamente mais baixa do que a registrada na noite anterior, o que pode ter solidificado o material e causado uma colisão com os agitadores, resultando na detonação.

Análise das Causas

O perito Jerry Cristian Gandin destacou que o sistema de segurança da fábrica aciona alarmes quando a temperatura ultrapassa 105°C, mas não possui travas automáticas para temperaturas abaixo de 50°C. Essa falha no sistema de segurança contribuiu para o acidente, pois a solidificação do explosivo pode ter gerado faíscas que levaram à explosão.

As investigações, que envolvem cerca de 80 integrantes da Polícia Científica, utilizam o método de Análise da Causa Raiz (RCA). A delegada Gessica Andrade ressaltou a complexidade do caso, que busca determinar se houve conduta dolosa que resultou na tragédia. O inquérito foi prorrogado por mais 30 dias.

Recomendações e Impacto

Os peritos recomendaram ajustes no sistema de aquecimento e no funcionamento do misturador para evitar novos acidentes. O Exército, responsável pela fiscalização da produção de explosivos, também analisará o caso e exigirá que as empresas elaborem planos de segurança.

Os corpos das vítimas foram identificados por meio de exames de DNA, e a tragédia causou danos estruturais em residências e comércios nas proximidades. A Enaex Brasil afirmou que possui todos os sistemas de segurança necessários e está em contato com as famílias das vítimas, oferecendo suporte durante este momento difícil.

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