- A cineasta Marianna Brennand lançou o filme “Manas” no Festival de Veneza, abordando a exploração sexual de meninas na Ilha do Marajó.
- A obra é pré-candidata à indicação brasileira para o Oscar 2026, destacando a universalidade da violência sexual.
- Desde sua estreia, “Manas” recebeu prêmios em festivais internacionais, incluindo o Director’s Award em Veneza.
- Brennand começou a trabalhar no tema após uma conversa em 2013 com a cantora Fafá de Belém, que compartilhou experiências sobre a exploração sexual na região.
- A cineasta enfatiza a necessidade de mudança cultural e política para combater a violência sexual, que afeta mulheres e crianças em todo o mundo.
Marianna Brennand, cineasta premiada, lançou seu filme “Manas” no Festival de Veneza, onde abordou a exploração sexual de meninas na Ilha do Marajó. A obra, que marca sua estreia na ficção, destaca a importância de contar essas histórias com ética e respeito às vítimas. “Ficção foi a única maneira possível de contar essas histórias”, afirma a diretora, que já conquistou mais de 20 prêmios em sua carreira.
O longa é pré-candidato à indicação brasileira para o Oscar 2026, reforçando a universalidade da violência sexual e a relevância do filme na luta pelos direitos de mulheres e crianças. Desde sua estreia, “Manas” tem sido aclamado em festivais ao redor do mundo, recebendo o Director’s Award em Veneza e prêmios em Cannes. A cineasta destaca que, em cada lugar onde o filme foi exibido, o público se identificou com a temática, reconhecendo que “não é só no Brasil que acontece isso.”
Brennand relata que sua conexão com a problemática começou em 2013, após um almoço com a cantora Fafá de Belém, que compartilhou sua experiência sobre a exploração sexual no Marajó. Essa conversa a motivou a criar um documentário, mas a complexidade do tema a levou a optar pela ficção, buscando respeitar as vítimas e evitar a revitimização. “Respeitar os corpos dessas crianças foi um princípio fundamental,” explica.
O filme retrata a realidade dura e complexa da Ilha do Marajó, onde a beleza do lugar contrasta com a vulnerabilidade de suas habitantes. Brennand enfatiza que a violência sexual é uma questão universal, que transcende classes sociais e geográficas. “Essas violências não devem acontecer,” afirma, ressaltando a necessidade de uma mudança cultural e política.
Com a possibilidade de uma indicação ao Oscar, “Manas” pode abrir novas portas para o cinema brasileiro, levando a mensagem de defesa de mulheres e crianças a um público ainda maior. A cineasta acredita que o reconhecimento internacional é crucial para dar visibilidade a essa realidade e promover a empatia e a transformação social.
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