O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrentou uma crise após a polêmica envolvendo a criptomoeda recém-lançada $LIBRA. Durante uma entrevista ao canal Todo Noticias, Milei foi interrompido por seu assessor, Santiago Caputo, enquanto tentava explicar a situação. A criptomoeda, promovida por Milei em um post nas redes sociais, viu seu valor disparar inicialmente, mas colapsou […]
O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrentou uma crise após a polêmica envolvendo a criptomoeda recém-lançada $LIBRA. Durante uma entrevista ao canal Todo Noticias, Milei foi interrompido por seu assessor, Santiago Caputo, enquanto tentava explicar a situação. A criptomoeda, promovida por Milei em um post nas redes sociais, viu seu valor disparar inicialmente, mas colapsou rapidamente, resultando em perdas significativas para investidores.
Na sexta-feira, 14 de janeiro, Milei anunciou a $LIBRA como parte de um projeto para financiar pequenos negócios, fazendo a postagem poucos minutos após o lançamento da criptomoeda. O ativo valorizou de US$ 0,25 para US$ 5,54 em questão de minutos, com transações de grandes valores, levantando suspeitas de manipulação de mercado. Especialistas apontam que a movimentação pode ter sido orquestrada por robôs de compra, sugerindo acesso a informações privilegiadas.
Após o pico, a $LIBRA viu uma venda massiva por investidores iniciais, levando seu valor a despencar para US$ 0,96. A situação gerou investigações sobre possíveis fraudes, incluindo um “Rug Pull”, onde os criadores vendem ativos inflacionados, deixando investidores em prejuízo. A oposição ao governo já pediu o impeachment de Milei, acusando-o de associação ilícita e fraude.
Milei, que já havia apagado seu tweet inicial, se distanciou do projeto, alegando desconhecimento dos detalhes. O empresário Hayden Mark Davis, envolvido no lançamento da $LIBRA, também criticou Milei e prometeu reinvestir US$ 100 milhões para tentar recuperar a credibilidade do ativo. A crise não se limita à Argentina, pois Milei pode enfrentar investigações do FBI nos Estados Unidos, com denúncias apresentadas por advogados representando vítimas da suposta fraude.
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