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Astrônomos descobrem explosões cósmicas raras que podem revelar buracos negros intermediários

Explosões cósmicas como a "Vaca" podem revelar buracos negros de massa intermediária. Novo evento, AT2024wpp, é o mais brilhante desde 2018.

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Em 2018, astrônomos descobriram uma explosão brilhante chamada AT2018cow, ou “a Vaca”, a 200 milhões de anos-luz da Terra. Essa explosão foi muito mais intensa do que uma supernova comum e desapareceu rapidamente. Desde então, foram identificadas outras explosões semelhantes, conhecidas como LFBots, que têm características parecidas, como uma cor azul devido à alta temperatura. Inicialmente, pensou-se que essas explosões eram falhas de supernovas, mas uma nova teoria sugere que podem ser causadas por buracos negros de massa intermediária que consomem estrelas. Recentemente, foi descoberto um novo LFBot, AT2024wpp, que é o mais brilhante desde a “Vaca”. Observações iniciais indicam que ele não se originou de uma supernova falhada. Pesquisadores acreditam que a explosão pode estar relacionada a um buraco negro engolindo uma estrela. Estudos futuros são necessários para entender melhor esses fenômenos, e novos telescópios estão sendo lançados para ajudar nessa pesquisa.

Astrônomos descobriram novas evidências que sugerem que explosões cósmicas, como a AT2018cow, conhecida como “a Vaca”, podem ser causadas por buracos negros de massa intermediária engolindo estrelas. O evento AT2018cow foi observado em 2018, a cerca de 200 milhões de anos-luz da Terra, e se destacou por sua luminosidade intensa, até 100 vezes mais brilhante que uma supernova comum.

Desde a “Vaca”, os cientistas identificaram cerca de uma dúzia de explosões semelhantes, chamadas de transitórios ópticos azuis rápidos (LFBots). Essas explosões são caracterizadas por uma temperatura de aproximadamente 40.000 °C, que altera a luz para a parte azul do espectro. Inicialmente, acreditava-se que esses eventos eram supernovas que falharam, mas novas teorias estão sendo consideradas.

Recentemente, o LFBot AT2024wpp foi descoberto e é o mais brilhante desde a “Vaca”. Astrônomos conseguiram observar este evento logo em sua fase inicial, permitindo um estudo mais detalhado. Daniel Perley, da Universidade John Moores, afirmou que “é o melhor desde a Vaca”. As primeiras análises indicam que a explosão não se originou de uma supernova fracassada.

Teorias em Debate

Um estudo publicado em novembro de 2024 sugere que as explosões podem ser causadas por buracos negros de massa intermediária, que teriam entre 100 e 100 mil vezes a massa do Sol. Esses buracos negros poderiam estar engolindo estrelas, resultando nas explosões observadas. O astrônomo Zheng Cao, do Instituto Holandês de Pesquisa Espacial, encontrou indícios de um disco de material ao redor da explosão, reforçando essa teoria.

Outra hipótese considera que os LFBots poderiam ser estrelas gigantes, conhecidas como estrelas Wolf-Rayet, sendo despedaçadas por buracos negros menores. Essa teoria, defendida pelo astrofísico Brian Metzger, sugere que essas estrelas se formam de maneira similar aos pares de buracos negros detectados por ondas gravitacionais.

Futuras Observações

Para confirmar a natureza dos LFBots, os cientistas precisam de uma amostra maior. O telescópio orbital israelense Ultrasat, programado para ser lançado em breve, poderá ajudar a identificar mais desses eventos. Além disso, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) poderá coletar dados adicionais sobre LFBots específicos.

As novas descobertas sobre os LFBots podem fornecer informações cruciais sobre a existência de buracos negros de massa intermediária, um dos grandes mistérios do universo. A busca por respostas continua, e os astrônomos estão otimistas quanto ao futuro das pesquisas.

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