Em 2024, o Brasil registrou um impressionante volume de 850 bilhões de dólares em operações cambiais, segundo dados da Associação Brasileira de Câmbio (Abracam). Este montante reflete a robustez do mercado, que abrange 97% dos contratos do mercado primário de câmbio no país.
Desde a introdução do selo de autorregulação em 2020, o setor tem buscado maior conformidade com as normas do Banco Central. Essa iniciativa, que envolve uma parceria com a consultoria Ernst Young, visa garantir que as práticas de prevenção à lavagem de dinheiro estejam efetivamente implementadas. A autorregulação tem se mostrado eficaz, resultando em um aumento significativo nos limites operacionais das corretoras.
Limites Operacionais Aumentados
O Banco Central elevou o limite operacional das corretoras de câmbio em várias etapas. Inicialmente, em 2020, o limite era de 100 mil dólares por transação. Em 2021, esse valor foi ampliado para 300 mil dólares, e, no ano passado, alcançou 500 mil dólares. Essa progressão demonstra a confiança nas práticas de autorregulação e a capacidade do mercado de se adaptar a novas exigências.
A Abracam destaca que essas mudanças não apenas facilitam as operações, mas também reforçam a segurança e a transparência do mercado cambial brasileiro. O foco na autorregulação é um passo importante para fortalecer a integridade do setor e aumentar a confiança dos investidores.
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