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Brasil deve sofrer menos com tarifaço do que outras nações, afirma Galípolo

Gabriel Galípolo alerta sobre vigilância nas expectativas de inflação e destaca desafios para manter a economia dinâmica com juros baixos

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil está menos vulnerável às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Durante uma palestra na Associação Comercial de São Paulo, nesta segunda-feira, ele destacou que a diversificação da economia brasileira oferece uma vantagem em relação a outros países, especialmente o México, que é mais dependente da economia americana.

Galípolo observou que, enquanto a economia dos EUA experimentava crescimento, o Brasil, menos correlacionado, era visto como um país que se beneficiaria menos. Com o aumento das tarifas, essa percepção mudou, e a menor dependência do Brasil em relação aos EUA passou a ser vista como uma forma de proteção. Ele mencionou que investidores têm diversificado suas carteiras, incluindo ativos que protegem contra a desvalorização do dólar.

Expectativas de Inflação

O presidente do BC também abordou as expectativas de inflação, que, segundo ele, continuam desalinhadas no médio e longo prazo. Embora tenha notado uma leve melhora no curto prazo, Galípolo alertou que a situação exige vigilância do Banco Central, especialmente entre 2025 e 2026. Ele destacou que o aumento da oferta de produtos domésticos poderia reduzir preços, mas esse efeito tende a ser temporário.

Além disso, Galípolo mencionou a possibilidade de um impacto inflacionário caso a disputa com os EUA desvalorize o real. No entanto, ele acredita que esse efeito também será de curta duração. O que preocupa mais é a perda de empregos e a dificuldade de certos setores em encontrar novos mercados para suas exportações.

Desafios Futuros

Outro ponto importante abordado foi a necessidade de entender como o Brasil pode manter um dinamismo econômico com taxas de juros mais baixas. Galípolo questionou como normalizar os canais de transmissão da política monetária, enfatizando que essa questão se torna central para a economia brasileira nos próximos anos. Ele ressaltou a importância de conseguir o mesmo efeito econômico com doses menores de intervenção monetária.

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