O dólar à vista encerrou a sessão de ontem em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,417. A moeda brasileira se valorizou, mesmo com a moeda americana apresentando um desempenho mais estável no exterior, onde o índice DXY fechou próximo da estabilidade. O movimento foi impulsionado por um ambiente doméstico favorável, com o Ibovespa em alta e o bom desempenho das commodities, especialmente o petróleo.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que o “bom humor local” está sustentando a valorização do real. Ele explica que a entrada de fluxos de capital e a alta das commodities estão fortalecendo a divisa brasileira, apesar das incertezas externas que ainda pairam sobre o mercado. Essas incertezas estão ligadas à política monetária do Federal Reserve (Fed) e à situação econômica global.
Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, aponta que a tensão entre o ex-presidente Donald Trump e o Fed tem gerado volatilidade nos ativos emergentes. A demissão da diretora Lisa Cook reforça as dúvidas sobre a independência do Fed, o que pode impactar a condução da política monetária americana. Contudo, essa situação temporariamente favorece moedas como o real, devido ao fluxo de capital e operações de hedge de exportadores brasileiros.
O dólar à vista é a cotação utilizada para liquidação imediata, enquanto o dólar futuro é projetado para contratos a serem liquidados em datas futuras. O dólar futuro pode apresentar variações significativas, refletindo as expectativas do mercado sobre a economia.
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