O Banco Central (BC) enfrenta desafios significativos na segurança do Sistema de Pagamentos Instantâneos (Pix), que movimenta quase R$ 2 trilhões mensalmente. Com apenas nove funcionários dedicados à segurança, a equipe precisa monitorar 919 participantes, o que gera preocupações sobre a integridade do sistema. Recentes ataques cibernéticos resultaram em prejuízos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, evidenciando a vulnerabilidade do sistema.
Em resposta a esses incidentes, o BC anunciou novas regras de segurança. Entre as medidas, está o limite de R$ 15 mil para operações de TED e Pix realizadas por instituições de pagamento não autorizadas. Além disso, será exigido um capital mínimo de R$ 15 milhões para credenciamento de prestadores de serviços de tecnologia da informação (PSTIs). O prazo para que instituições não autorizadas solicitem aval foi antecipado para o próximo ano.
A Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB) defende a aprovação da PEC do Pix, que visa transformar o BC em uma entidade com maior autonomia financeira e operacional. Essa mudança permitiria ao BC reter verbas geradas por seus serviços, facilitando a contratação de novos funcionários e superando a redução de 33% no quadro de servidores nos últimos dez anos.
Atualmente, o BC enfrenta dificuldades para monitorar as 1.919 instituições financeiras sob sua supervisão, com um único servidor responsável por até 70 fintechs. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) pediu um fortalecimento da supervisão sobre instituições menores, que podem ser utilizadas para atividades criminosas. O governo, por sua vez, anunciou a realização de novos concursos para reforçar a equipe do BC, mas a dependência do orçamento federal continua a ser um obstáculo para a segurança do sistema.
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