U.S. President Donald Trump tem promovido uma nova abordagem nas relações comerciais, priorizando acordos bilaterais em detrimento de tratados de livre comércio tradicionais. Essa estratégia tem se mostrado eficaz, especialmente com a inclusão de grandes pedidos de aeronaves da Boeing, que se tornaram um símbolo de sucesso nas negociações.
Recentemente, durante a visita do presidente sul-coreano Lee Jae Myung a Washington, a Korean Air anunciou um pedido de 103 aeronaves Boeing, avaliado em 36,2 bilhões de dólares. Este é considerado o maior contrato da história da companhia aérea. O Japão também se destacou ao solicitar 100 jatos Boeing, embora o valor não tenha sido divulgado. Até mesmo países menores, como Malásia e Indonésia, têm incluído compras da Boeing em seus acordos comerciais com os EUA.
A Importância da Boeing
A escolha da Boeing como protagonista nesses acordos não é aleatória. Aeronaves são itens de alto valor e visibilidade, o que favorece a imagem do presidente. Segundo John Grant, fundador da Midas Aviation, “aviões são declarações visíveis de comércio”. Além disso, esses pedidos ajudam os países a demonstrar compromisso em reduzir superávits comerciais com os EUA, um dos principais argumentos de Trump para a imposição de tarifas.
Os pedidos de aeronaves também apresentam vantagens políticas. Ao contrário de commodities como aço ou arroz, a importação de aviões não gera resistência significativa nas indústrias locais. Por exemplo, o Japão protege sua indústria de arroz, enquanto a Coreia do Sul é um grande exportador de aço para os EUA, tornando impraticáveis compras recíprocas nesse setor.
Tendências do Setor Aéreo
A demanda por aeronaves está em alta, impulsionada pela recuperação do turismo internacional. A International Air Transport Association projeta que os lucros líquidos das companhias aéreas globais devem alcançar 36 bilhões de dólares em 2025, um aumento em relação a 2024. Isso torna os jatos fabricados nos EUA itens desejáveis em acordos comerciais.
Apesar de desafios como escândalos de segurança, a Boeing tem implementado melhorias que estão sendo reconhecidas pelas companhias aéreas. Um relatório recente indicou que executivos do setor estão mais confiantes na capacidade da Boeing de entregar aeronaves com a qualidade necessária. Assim, a fabricante americana continua a ser um elemento central nas negociações comerciais de Trump, refletindo tanto a importância econômica quanto simbólica da empresa.
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