A Braskem Idesa, joint venture entre a Braskem e o Grupo Idesa, enfrenta uma severa crise financeira, marcada por grandes perdas em seus títulos de dívida. A situação se agravou após a empresa anunciar a contratação de assessores financeiros para revisar sua estrutura de capital, aumentando as especulações sobre uma possível reestruturação da dívida.
Recentemente, os títulos da Braskem Idesa, com vencimento em 2029, caíram quase 6 centavos de dólar, sendo negociados a 70 centavos de dólar. As agências de classificação de risco Fitch e S&P Global Ratings rebaixaram suas notas de crédito, destacando a pressão financeira da empresa e o risco de default. A analista da Fitch, Adriana Eraso, afirmou que a situação da empresa é crítica e pode levar a uma reestruturação em breve.
A Braskem Idesa, que opera uma única planta de polietileno em Veracruz, no México, registrou uma queima de caixa significativa no último ano, enfrentando preços altos de insumos e queda na demanda. No final do segundo trimestre, a empresa dispunha de apenas US$ 100 milhões em caixa, um terço do que tinha no ano anterior. O Grupo Financiero Inbursa, de Carlos Slim, tornou-se acionista majoritário da Idesa em 2023, levantando especulações sobre um possível resgate financeiro.
Analistas indicam que a Braskem Idesa pode queimar pelo menos US$ 40 milhões por ano a partir de agora, considerando seus custos de dívida e despesas de capital. A estrutura de capital da empresa é considerada insustentável, mesmo com a conversão de dívida em ações. A pressão sobre os títulos também é exacerbada por problemas internos da Braskem, incluindo o aumento da dívida e o risco de aquisição pelo magnata brasileiro Nelson Tanure.
Os títulos da Braskem Idesa apresentaram perdas de 5,9% na última semana, o que representa o terceiro pior desempenho entre os títulos emergentes. A situação atual levanta preocupações sobre a necessidade de uma solução mais abrangente, com negociações mais amplas com os detentores de títulos, em vez de um acordo restrito apenas com Slim.
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