A nine mineradoras de pequeno porte anunciaram a criação da Associação de Minerais Críticos (AMC), para defender interesses comuns no Brasil. Entre as filiadas estão Aclara Resources, Meteoric Resources e Pilbara Minerals. A AMC surge em meio à estratégia brasileira de ampliar participação em minerais estratégicos.
A AMC busca facilitar acesso a linhas de crédito para empresas em fase pré-operacional, cobrar apoio financeiro e institucional do governo e parlamentares, além de reduzir a burocracia no licenciamento. A expectativa é também obter incentivos fiscais para a cadeia de produção de minerais críticos.
Segundo a instituição, a prioridade é criar garantias financeiras acessíveis que permitam a mineradoras sem fluxo de caixa obter financiamento internacional. O esforço visa evitar que empresas menores percam espaço no mercado global.
Contexto nacional: o setor já é fortemente representado pelo Ibram, que responde por cerca de 85% da produção mineral do Brasil. O país detém as maiores reservas mundiais de nióbio e posição relevante em terras raras, o que atrai interesse de investidores externos.
O governo federal já sinalizou, em comentários do presidente Lula, que o Brasil não deve ser apenas exportador de minerais críticos. A meta é estimular desenvolvimento local com participação de capitais estrangeiros, mantendo vantagem competitiva nacional.
Desdobramentos esperados envolvem debates sobre garantias, linhas de crédito e incentivos para estimular investimentos em projetos de mineração de minerais críticos. A AMC promete atuar como interlocutora entre empresas menores e o aparato público.
Entre na conversa da comunidade