A economia verde já movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano e deve chegar a US$ 7 trilhões até 2030, aponta um relatório conjunto do Fórum Econômico Mundial (WEF) e do Boston Consulting Group (BCG). O estudo, que reuniu 14 casos, aponta ganhos de competitividade para empresas em mercados sustentáveis e indica que receitas de soluções verdes crescem mais rápido que as tradicionais.
Segundo o levantamento, empresas com mais de metade da receita em mercados verdes costumam ter valorização de 12% a 15% nas bolsas, refletindo a confiança de investidores na lucratividade de longo prazo. O relatório ressalta ainda queda significativa nos custos de tecnologias de baixo carbono ao longo da última década.
O estudo destaca que 55% das reduções necessárias para descarbonização já podem ser alcançadas com soluções competitivas em custo. No entanto, aponta ritmo desigual de evolução entre tecnologias, com hidrogênio de baixo carbono e CCUS ainda caros e dependentes de políticas de incentivo.
Projeções globais e liderança chinesa
O relatório indica que a China ganha protagonismo na transição energética. Em 2024, o país investiu US$ 659 bilhões em energia limpa e deve responder por mais de 60% da capacidade renovável adicional instalada até 2030, ampliando seu domínio em patentes de solar, baterias e veículos elétricos.
Essa liderança chinesa aparece como fator decisivo na reorganização de cadeias de suprimentos e na concentração de inovação verde na região asiática, conforme o documento. O Brasil aparece apenas na menção aos biocombustíveis, com destaque para políticas públicas e infraestrutura flex-fuel que fortalecem o setor de primeira geração.
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