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Gestão foi essencial para o salto do Mocotó de Rodrigo Oliveira

Mocotó fatura acima de três milhões por mês e amplia com novas unidades, mantendo preços competitivos e gestão profissional

Do dadinho aos dados: gestão foi essencial para o salto do Mocotó de Rodrigo Oliveira | Chef responsável por criar o dadinho de tapioca, (Divulgação)
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Mocotó, ícone da gastronomia paulistana, nasceu na Vila Medeiros com o dadinho de tapioca, sob a liderança de Rodrigo Oliveira. A gestão ganhou maturidade a partir de 2010, com a entrada de equipes específicas para a administração, elevando a marca e abrindo a possibilidade de expansão para quatro restaurantes, além de um café. O grupo prepara ainda a inauguração de uma nova unidade na Zona Sul.

A empresa atende quase 30.000 clientes por mês e registra faturamento mensal que pode superar R$ 3 milhões. A expansão envolve manter preços abaixo da média de mercado, ajustando-os conforme custos e demanda. No eixo da virada, Oliveira aponta que a profissionalização foi o motor do crescimento, não apenas a criatividade na cozinha.

Expansão e profissionalização

Em entrevista à Bloomberg Línea, Oliveira reforça que a prioridade é a gestão por números, sem descaracterizar a identidade criativa do Mocotó. O processo começou com um controle financeiro simples e evoluiu para métricas que orientam decisões estratégicas. A partir de então, o grupo estruturou equipes para cada função, separando funções entre cozinha e gestão.

Atualmente, o Mocotó funciona como rede com unidades na Vila Medeiros, Vila Leopoldina, Café do Mercado de Pinheiros, Balaio IMS e Café Balaio na Avenida Paulista. A meta é ampliar a presença, mantendo a proposta de comida sertaneja com preços competitivos. A organização sustenta a base de clientes fiéis por meio de consistência na qualidade e no serviço.

Gestão de preços e operação

Oliveira afirma que a precificação é orientada por custos e pela comparação com o mercado, mantendo valores abaixo da média. Os tickets médios variam entre as unidades, com destaque para faturamento que permite planejamento de reajustes mínimos. O processo de criação de pratos fica à parte da gestão financeira, preservando a liberdade criativa na cozinha.

No dia a dia, o grupo analisa itens como sazonalidade e complexidade de cada receita para definir se entra no cardápio fixo, em pratos especiais ou em eventos. O objetivo é equilibrar identidade culinária com eficiência operacional. Não há dados que indiquem a conclusão de novos investimentos além da abertura da próxima unidade. Fontes citadas: Bloomberg Línea.

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