O conselho da Warner Bros. rejeitou a oferta revisada da Paramount, afirmando que o valor é insuficiente e envolve riscos elevados de financiamento. A mensagem aos acionistas sustenta que a transação com a Netflix oferece maior certeza de fechamento. A informação foi publicada pela Bloomberg.
Segundo a carta, apresentada na última quarta-feira, a Paramount manteve a plano de adquirir a Warner a US$ 30 por ação, mas elevou a taxa de desmembramento e contou com o apoio financeiro pessoal de Larry Ellison, que compromete US$ 40,4 bilhões.
O executivo alerta para mais de US$ 50 bilhões em empréstimos necessários no acordo com a Paramount, caracterizando-o como a maior aquisição alavancada da história. A carta aponta ainda restrições operacionais que poderiam prejudicar a Warner nos 12 a 18 meses antes do fechamento.
Situação financeira e riscos
O texto também destaca custos de rescisão: a Warner enfrentaria US$ 4,7 bilhões para cancelar o acordo com a Netflix, incluindo taxas de separação e de não fechamento. A empresa diz que restaria pouco menos de US$ 1,1 bilhão da taxa total caso o negócio não se conclua.
A Netflix afirma ter registrado o pedido regulatório e mantém diálogo com autoridades antitruste, incluindo EUA e UE. A empresa ressalta o empenho em uma transação estável e bem-sucedida, sem antecipar conclusão.
Contexto de ativos de TV a cabo
A discussão envolve as redes de TV a cabo da Warner, como TNT e CNN, que perdem audiência à medida que o streaming ganha espaço. A Paramount estima que esses ativos valem cerca de US$ 1 por ação, enquanto analistas divergem sobre o valor real.
A Paramount sustenta que sua oferta global supera a da Netflix em termos regulatórios e de aprovação. A Warner, por sua vez, defende que a fusão com a Netflix traz maior segurança de fechamento e menor risco financeiro.
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