A Charity Commission abriu uma investigação estatutária sobre a venda, no ano passado, da área de prêmios de qualificação da City & Guilds para uma empresa privada. A apuração foi anunciada após o Guardian revelar bônus milionários concedidos aos chefes da organização.
Segundo a imprensa, o CEO Kirstie Donnelly recebeu um prêmio de aproximadamente £1,7 milhão, enquanto o diretor financeiro Abid Ismail teria sido premiado com cerca de £1,2 milhão. Além disso, Donnelly pode ter tido um aumento salarial de £100 mil, chegando a ~£430 mil anuais.
A City & Guilds, fundada em 1878, pertenceu a uma instituição de caridade chamada City & Guilds London Institute (CGLI). A venda para a PeopleCert resultou em uma entrada de caixa estimada entre £180 milhões e £200 milhões. A operação visa sustentar objetivos beneficentes da instituição no longo prazo.
Envolvidos e objetivo da apuração
A Comissão vai examinar questões levantadas pela imprensa sobre a venda e os bônus aos executivos, bem como informações repassadas pelos trustees sobre a transação. Também analisará a decisão dos administradores e as informações consideradas no processo.
A apuração pode se estender caso surjam novos temas regulatórios. A comissão já havia sido informada sobre a venda e pediu garantias sobre a tomada de decisão dos trustees, sem exigir consentimento regulatório prévio.
A City & Guilds foi vendida pela CGLI para a PeopleCert, empresa internacional de certificação. O negócio é apresentado pela instituição como parte de um plano para assegurar a continuidade de suas atividades beneficentes e ampliar investimentos na área de formação profissional.
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