O ministro Dias Toffoli, do STF, reconsiderou decisão anterior e determinou que o material apreendido pela PF na segunda fase da Operação Compliance Zero seja encaminhado à PGR. A medida substitui a ideia inicial de manter os dados lacrados na sede do STF.
Antes, Toffoli havia determinado lacre e custódia dos bens na corte. A PF argumentou que manter as provas na Justiça poderia comprometer a investigação, defendendo perícia imediata nos dispositivos.
Segundo a PF, foram apreendidos na operação contra o Banco Master: 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.
A PGR pediu reconsideração, e Toffoli autorizou a extração e a análise direta de todo o acervo. A decisão busca oferecer uma visão sistêmica dos supostos crimes identificados até o momento.
Com o novo despacho, o material seguirá direto para a PGR, sem passar pela guarda do STF. O ministro determinou cautelas específicas para preservar a integridade das provas digitais.
O procurador-geral Paulo Gonet ficará responsável por assegurar que os dispositivos permaneçam carregados, desligados de redes e com modo avião ativo, para preservar conteúdos até a perícia.
A investigação apura gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Os autos indicam supostos usos de vulnerabilidades do mercado de capitais e da regulação financeira.
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