A cervejaria monástica mais antiga do mundo, Weltenburger, localizada na Abadia de Weltenburg, na Baviera, será vendida à Schneider Weisse, de Munique. A operação faz parte de uma consolidação setor diante de vendas em queda. A transação visa manter a produção histórica sem interromper a tradição de ~1000 anos.
A abadia ainda pertence à Igreja Católica, mas a produção do lager premiado e das brejas escuras já era feita por funcionários da Bischofshof há décadas. A venda envolve também a Bischofshof, que será encerrada, com as marcas migrando para Schneider.
O acordo foi fechado entre a diocese de Regensburg e a Schneider Weisse. O fechamento está previsto para janeiro de 2027, mantendo 21 empregos ligados a Weltenburger. A diocese destaca a preservação da tradição e a manutenção de parte da atividade na região.
Venda de Weltenburger
Till Hedrich, diretor-gerente de Weltenburger e Bischofshof, afirmou que a solução bávara pode evitar o fechamento completo ou a divisão entre investidores sem vínculos com a região, preservando a tradição da cervearia a longo prazo.
Os detalhes financeiros da operação não foram tornados públicos. A Bischofshof, fundada em 1649 e com 56 funcionários, encerrará a produção ao fim deste ano; a marca de cerveja migrará para Schneider, enquanto Weltenburger continuará sendo produzida na abadia histórica.
Regensburg indica que irá buscar opções de recolocação para os trabalhadores da Bischofshof que ficarem desempregados. A fábrica de Weltenburger recebeu, segundo a instituição, cerca de meio milhão de visitantes por ano.
Contexto do mercado
As vendas de cerveja na Alemanha vêm caindo, com a queda de consumo registrada nos últimos anos em várias nações ocidentais. O setor sofreu retração de cerca de um quarto nos últimos 15 anos e, em 2025, houve queda de 5 milhões de hectolitros.
O mercado alemão preserva forte tradição de marcas regionais, convivendo com dezenas de pequenas e médias cervejarias. A tendência de consolidação acompanha o declínio de volumes em grandes marcas, enquanto breweries locais resistem com produtos artesanais.
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