AstraZeneca anunciou um investimento de 15 bilhões de dólares (cerca de 11 bilhões de libras) na China, com meta de até 2030. O plano inclui ampliar fabricação de medicamentos e pesquisa e desenvolvimento no país, já com presença robusta em Beijing, onde será criado um hub de pesquisa de 2,5 bilhões de dólares.
A decisão ocorre meses depois de Israel vender a expansão no Reino Unido ganhar fôlego. A empresa, baseada em Cambridge, teve atritos com o governo britânico sobre preços de medicamentos e decisões regulatórias, levando a um congelamento de projetos locais.
O aporte chama ainda a atenção para a estratégia de crescimento da AstraZeneca na China, onde já atua com várias unidades de produção e pesquisa. O plano envolve ampliar fábricas em Wuxi, Taizhou, Qingdao e Beijing, além de ampliar o quadro de funcionários.
Ametação é elevar o efetivo de 17 mil para mais de 20 mil trabalhadores na China, fortalecendo hubs globais da empresa na Beijing e Shanghai e ampliando parcerias com hospitais e universidades. A empresa tem seis centros global de pesquisa.
Contexto regulatório na China
Esforços de inovação se concentram em terapias avançadas, como células terapêuticas e radioconjugados, com maior foco no mercado chinês e em 70 países atendidos. A AstraZeneca já fechou aquisições estratégicas na região para fortalecer portfólio oncológico.
AstraZeneca está sob investigação de autoridades chinesas por questões envolvendo impostos de importação, conformidade de dados e fraude em seguro médico em alguns produtos. Em 2024, várias medidas administrativas atingiram a subsidiária chinesa, incluindo a detenção de executivos.
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