Donald Trump deve indicar Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, em um movimento que busca ampliar o controle sobre o banco central e questiona sua independência histórica. A indicação ocorreu em meio a ataques à autonomia da instituição.
Warsh, ex-membro do Fed, já foi cotado para o cargo em 2017. Se confirmado pelo Senado, ele substituiria Jerome Powell, nomeado por Trump em 2018, que tem resistido a pressionamentos por cortes nas taxas. A decisão é vista como crucial para a condução da política monetária dos EUA.
O anúncio é visto como uma escolha relativamente conservadora pelos mercados. Analistas indicam que Warsh pode manter uma linha mais cautelosa em relação ao balanço do Fed, com possíveis impactos para os rendimentos de longo prazo e para a volatilidade de ativos globais.
Warsh é professor na Stanford Graduate School of Business e atua em empresas como UPS, Coupang e Duquesne Family Office. O histórico inclui uma visão de política monetária mais firme, com foco em reduzir o tamanho do balanço do Fed e em manter controle sobre a inflação.
A notícia surge em momento de tensão entre a Casa Branca e o Fed. Trump tem defendido cortes mais profundos de juros, argumentando ganhos econômicos, enquanto Powell tem adotado cautela diante da inflação e dos impactos de políticas de longo prazo.
A confirmação no Senado pode depender de posicionamentos de parlamentares, incluindo alguns republicanos que expressaram reservas em relação às investigações em curso sobre o Fed. Powell permanece no cargo até o fim do mandato, com o restante do mandato no Fed previsto até 2028.
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