O Brasil deve aumentar a produção de etanol em 2026, impulsionado pela combinação entre mais etanol e menos açúcar na cana, além da entrada em operação de usinas de milho. Analistas dizem que o movimento deve elevar o volume produzido no país, segundo painel na Conferência do Açúcar de Dubai.
As usinas de cana, que podem ajustar o mix entre etanol e açúcar, enfrentam preços baixos do açúcar. O etanol no país chega a negociar com prêmio relevante frente ao açúcar, explicando o incentivo para a nova safra produzir mais etanol.
Especialistas destacam que a nova safra de cana começa por volta de março e que a paridade de preços favorece o etanol. A BP Bioenergy planeja o mix anual conforme parâmetros de mercado. Dados indicam expansão de usinas de milho para etanol.
Projeções e impactos
O Rabobank aponta mais de 3 bilhões de litros de capacidade adicional de etanol de milho em operação em 2026. A StoneX projeta alta de 7,9% na produção combinada de etanol de cana e milho, para 36,5 bilhões de litros.
A produção extra pode pressionar o mercado interno, conforme CovrigAnalytics, potencializando exportações. O cenário aponta demanda interna estável e maior oferta de etanol de milho no curto prazo.
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