A Serra Verde, única mineradora de terras raras em produção no Brasil, fechou um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC). O acordo, de 22% acima do valor inicialmente aprovado, visa financiar atualizações em Pela Ema, Goiás. A opção de participação minoritária dos EUA foi aberta em termos finais divulgados pela empresa, mantendo a gestão sob o controle da mineradora.
A negociação com a DFC envolve possibilidade de entrada dos EUA como acionista minoritário, sem atribuição de papel na gestão, segundo o diretor de operações Ricardo Grossi. O financiamento apoia melhorias operacionais da planta de Pela Ema. A Serra Verde já conta com apoio de investidores como Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources.
O governo americano tem acelerado o apoio a cadeias de suprimento de terras raras para reduzir a dependência da China. Em linha com esse objetivo, o governo tem oferecido empréstimos e participações acionárias a empresas como MP Materials e Vulcan Elements. Movimentações semelhantes ocorrem em projetos brasileiros de terras raras.
Entrestando as tratativas com a DFC, a Serra Verde participa do projeto Vault, segundo Grossi. O plano envolve combinar capital privado com um empréstimo de US$ 10 bilhões do Export-Import Bank dos EUA para armazenamento de minerais para fabricantes. Ainda não há decisão final sobre a participação na Vault.
As tratativas com a DFC vêm desde aproximadamente 18 meses, informou o executivo. O Brasil abriga reservas expressivas de terras raras, e a Serra Verde figura como a única produtora no país. O projeto Pela Ema concentra elementos leves e pesados, como neodímio e disprósio, críticos para ímãs.
A Serra Verde iniciou produção comercial em 2024 e pretende elevar a produção anual para 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até o fim de 2025. A empresa também avalia ampliar a capacidade de produção nos próximos quatro anos, com metas ainda a serem confirmadas.
Entre na conversa da comunidade