A Polícia Federal suspendeu novos depoimentos de ex-sócios do Banco Master, incluindo o CEO Daniel Vorcaro, no final de janeiro. A decisão veio após a PF entregar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, que aponta possíveis contatos entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli. Defesas alegaram falta de acesso a provas.
A segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, ampliou o material apreendido. A PF já havia analisado dados de celulares e documentos, revelando indícios de contatos entre Vorcaro e autoridades, o que pode ter motivado o silêncio dos investigados.
A investigação, iniciada com a apreensão de um celular de Vorcaro em novembro, ganhou fôlego com o armazenamento de quase 40 aparelhos. Cinco deles seriam atribuídos ao empresário, elevando o teor estratégico do inquérito e ampliando a rede de indícios.
A suspensão das oivas ocorreu dois dias após a PF confirmar que iria reavaliar a necessidade de redesignar depoimentos, diante do volume de provas. A conclusão do inquérito está prevista para meados de março.
A única oitiva mantida no fim de janeiro foi de Luiz Antônio Bull, ex-diretor de compliance do Master, prestada em 27 de janeiro. O conteúdo do depoimento segue sob sigilo, sem divulgação pública.
Evolução da investigação
Investigadores avaliam que o avanço técnico, com análise cruzada de dados dos aparelhos apreendidos, contribuiu para a decisão de suspender as oitivas. Novas informações podem ter surgido, impactando o calendário de interrogatórios.
Vorcaro revelou ao Senado que pretende ir à CAE em 24 de fevereiro para esclarecimentos públicos sobre o caso Master. Ainda não há data marcada para novo depoimento à PF, e o empresário permanece em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
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