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Vale aposta em reserva própria de cobre para crescer, diz CEO

Vale aposta em reservas próprias para ampliar o cobre; não vê necessidade de fusões e aquisições para crescer, priorizando o portfólio existente

Gustavo Pimenta, CEO da Vale em evento no final de 2024: 'continuamos desenvolvendo nosso próprio portfólio de projetos'. (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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A Vale acredita estar bem posicionada para crescer no mercado de cobre, considerado crucial para a transição energética. O CEO Gustavo Pimenta afirmou que não é necessário realizar fusões e aquisições para ampliar a presença da empresa no segmento. A prioridade é avançar com o portfólio existente.

Segundo Pimenta, a Vale observa movimentos de M&A no setor, mas pretende destravar valor a partir de seus depósitos já em operação. O grupo trabalha no desenvolvimento dos ativos atuais, incluindo projetos greenfield, para ampliar a produção de cobre nos próximos anos.

Desempenho e estratégia da Vale Base Metals

O executivo destacou que, desde sua chegada, a Vale Base Metals enfrentou desafios operacionais, que foram superados para dar “virada” à operação. Além disso, a empresa enxerga potencial para ampliar a produção nos ativos já em carteira.

Pimenta sinalizou que a possibilidade de um IPO da Vale Base Metals não está descartada, mas não é prioridade. A empresa continua avaliando opções como parcerias ou joint ventures para gerar valor mediante crescimento de capacidade produtiva.

Impressionamento financeiro e foco no cobre

No quarto trimestre de 2025, a Vale reconheceu uma perda de impairment de US$ 3,5 bilhões relacionada aos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. A avaliação ajustou premissas de preço de longo prazo da commodity.

O CFO Marcelo Bacci explicou que parte dos ativos de níquel canadenses apresenta menor rentabilidade por idade e depleção. Ainda assim, a gestão mantém o portfólio em funcionamento e mantém a estratégia de investimentos de longo prazo.

Extravasamento de água em Minas Gerais

Sobre o incidente de extravasamento de água com sedimentos ocorrido em janeiro em Minas Gerais, a Vale afirmou que as operações devem retornar em duas a três semanas, dependendo das ações das autoridades. O foco atual é a limpeza dos locais afetados.

Bacci informou que a sazonalidade climática reforça a tendência de menor volume em janeiro, mas a empresa espera que o impacto seja limitado e não altera o guidance para o ano. A companhia continuará monitorando as condições operacionais.

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