A Toto, tradicional pela produção de privadas aquecidas, vem ganhando espaço como fornecedora de cerâmicas avançadas para semicondutores. A empresa é apontada como potencial líder em electrostatic chucks, usados para fixar lâminas de silício durante a fabricação de chips.
Segundo a Palliser, a tecnologia da Toto não está precificada pelo mercado, podendo ser melhor explorada. A companhia opera há décadas com cerâmica aplicada a semicondutores, e o segmento já representa cerca de 40% do faturamento.
O foco atual está nos electrostatic chucks: dispositivos que mantêm as lâminas de silício estáveis em processos de fabricação. O diferencial está na resistência a temperaturas extremas, especialmente em técnicas de criogênese.
Esses chucks são usados em processos de cryogenic etching, que resfriam as lâminas a menos de -100 °C para criar ranhuras profundas, contribuindo para chips com alta densidade de memória e desempenho.
Chips NAND modernos dependem de camadas empilhadas de memória, ajudando a reter dados mesmo sem energia. A tecnologia da Toto é vista como estratégia para avançar em AI e em soluções de memória.
A Palliser avalia que a Toto está cerca de cinco anos adiantada frente a concorrentes, o que poderia elevar as receitas em pelo menos 30% nos próximos dois anos. A gestora detém posição recente na empresa.
A recomendação da Palliser aponta ainda potencial de alta de até 55% para as ações, caso a Toto expanda cerâmica avançada, utilize melhor o caixa e reduza participações cruzadas.
Além da Toto, o FT destacou a Ajinomoto como outro case relacionado a AI. A empresa japonesa ganhou atenção com uma fita isolante de resina que conecta chips e placas-mãe.
A Toto está avaliada em ¥ 1,02 trilhão na bolsa japonesa, cerca de US$ 6,5 bilhões. No último ano, as ações da companhia subiram cerca de 60%.
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