O núcleo da inflação nos Estados Unidos acelerou em dezembro, o que pode atrasar cortes de juros pelo Federal Reserve. O índice PCE, excluindo alimentos e energia, subiu 0,4% frente a novembro, segundo o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio.
Ao longo dos 12 meses até dezembro, o núcleo do PCE atingiu 3,0%, ante 2,8% em novembro. O índice abrangente do PCE também avançou 0,4% no mês, com alta anual de 2,9%. Esses dados são parte do relatório preliminar do PIB do quarto trimestre.
Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica, cresceram 0,4% em dezembro, repetindo novembro. Ajustados pela inflação, os gastos avançaram 0,1%.
Inflação e consumo impulsionam o debate sobre cortes
O endurecimento da inflação de serviços intramuros reforça a percepção de que o Fed pode adiar cortes neste cenário. Economistas projetam que o núcleo do PCE pode subir até 0,4% em janeiro, mantendo a trajetória de alta da inflação.
A leitura de dezembro do PCE cheio indica alta de 0,4% mensal e 2,9% ao ano. Com esse contexto, a autoridade monetária pode manter postura mais cautelosa nas próximas decisões.
Decisões do Fed para 2026
Em janeiro, o Fed manteve a faixa de juros entre 3,5% e 3,75% para o primeiro trimestre de 2026. O comitê justificou pela economia ainda crescendo de forma sólida, mas com inflação elevada e recuperação do mercado de trabalho lenta.
O comunicado ressalta que o aperto monetário permanece, mesmo diante de sinais de fortalecimento econômico. A ata sugere que novos cortes dependem da evolução da inflação e dos dados de atividade.
Nomeação e perspectivas para o banco central
Kevin Warsh aparece como indicado para presidir o Fed, sujeito à aprovação do Senado. Analistas destacam que a economia não apresenta fluxo suficientemente robusto para sustentar cortes de juros de forma rápida. O cenário continua sujeito a indicadores de inflação e emprego.
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