A OceanPact anunciou a fusão com a CBO Offshore, formando uma nova gigante de serviços marítimos voltada para a indústria do petróleo no Brasil. A operação ocorre por meio de troca acionária, com 57% da nova empresa vinculados aos acionistas da CBO e 43% aos da OceanPact.
A transação posiciona a companhia resultante como a segunda maior fornecedora de serviços marítimos para petróleo no País e a quinta no mundo, segundo dados internos. A fusão visa acelerar desalavancagem e ampliar a atuação em diferentes verticais da cadeia de suprimentos offshore.
A operação ainda aponta que o faturamento conjunto deve chegar a cerca de R$ 4 bilhões, com EBITDA próximo de R$ 1,8 bilhão. A alavancagem projetada é de 2,6x EBITDA, acima da atual de 1,7x da OceanPact.
Estrutura acionária e governança
Os principais acionistas da OceanPact, ao lado do fundador Flavio Andrade, terão participação de 43% na nova empresa, incluindo a própria OceanPact e seus parceiros de gestão. A liderança permanece com o fundador da OceanPact no posto de CEO, mantendo continuidade estratégica.
Na CBO, Vinci Partners e Pátria Investimentos dividem o controle com 38% cada, seguidos pelo BNDESPar com 18% e um grupo de acionistas italianos de um antigo acordo de negócio. Marcos Tinti da CBO deverá liderar a operação de navegação.
Frotas, serviços e sinergias
A frota combinada chegará a 73 navios, posicionando a empresa como a segunda maior do setor no Brasil, atrás da Edison Chouest, com 78 navios no País. A união agrega eficiência operacional e maior disponibilidade da frota.
A OceansPact traz força comercial e baixa ociosidade, enquanto a CBO se destaca pela excelência operacional. A fusão mira também ampliar atividades, como o descomissionamento de plataformas, com uso cruzado de ativos entre as duas empresas.
Perspectivas e contextos
Fontes próximas à negociação indicaram que o momento é favorável pela melhoria operacional de ambas e desalavancagem em curso, além de complementaridades culturais. O setor registra aumento de interesse de novos players no Brasil, impulsionado pelo potencial de exploração na Margem Equatorial.
Outros movimentos recentes no setor incluem a aquisição pela TideWater, dos EUA, de mais de 20 navios da Wilson Sons, reforçando o cenário competitivo no Brasil. A nova empresa resultante da fusão não recebeu assessoria financeira comum, com cada lado escolhendo consultorias distintas.
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