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PRIO inicia produção em Wahoo e discute dividendos

PRIO inicia produção em Wahoo e avalia política de dividendos/recompra, com geração de caixa estimada em US$ 1,5 bilhão neste ano

PRIO (finalmente) vai começar a produzir em Wahoo – e já discute dividendo
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A PRIO recebeu a licença de operação do IBAMA para o campo Wahoo, autorizando o início da produção e prometendo um incremento de 40 mil barris por dia. Com isso, a companhia projeta elevar sua produção em 25% até o fim de abril.

O aumento terá baixo custo de extração, estimado em cerca de US$ 1 por barril, segundo o CEO Roberto Monteiro. Wahoo será interligado ao campo Frade por meio de tieback, permitindo produção por custo menor que o preço de alguns combustíveis no posto.

A empresa aponta que apenas Wahoo pode gerar cerca de US$ 1,5 bilhão em caixa livre neste ano, com base em Brent a US$ 60. As negociações de dividendos e/ou recompras devem ganhar força ainda neste semestre, conforme o conselho avalia a distribuição de recursos.

Perspectivas de dividendos

A discussão sobre remuneração aos acionistas é considerada oportuna, já que o fluxo adicional de caixa pode viabilizar uma política de dividendos ou de recompra de ações. Monteiro afirmou que a pauta já funciona no âmbito do conselho, presidido por Nelson Queiroz Tanure.

O início efetivo das operações em Wahoo está previsto para as próximas semanas, com ramp-up até meados de abril. A licença enfrentou entraves, incluindo paralisações no IBAMA há dois anos, atrasando o cronograma anterior.

À medida que Wahoo entra em operação, a PRIO se aproxima de 200 mil barris por dia em produção. Em janeiro, a empresa extraiu 155 mil barris/dia. O plano é expandir ainda com a compra de mais 20% de Peregrino, fechando o ativo em 100%.

A companhia também prepara perfurações adicionais em Frade e planeja trabalhos de revitalização em Albacora para 2027. Segundo Monteiro, o foco neste ano será crescimento orgânico, com o M&A ocupando posição secundária.

Parte do caixa adicional gerado por Wahoo e Peregrino deverá retornar aos acionistas, por meio de dividendos ou recompra. A gestão também prevê redução gradual da alavancagem, com a relação dívida líquida/EBITDA caindo de 2x para próximo de 1x até o fim de 2027.

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