Bill Gates comprou um Porsche 959 para usar como símbolo da velocidade tecnológica. O carro, uma das criações mais avançadas da Porsche no final dos anos 1980, acabou parando na alfândega dos EUA logo após a importação. A razão foi a ausência de certificação de segurança e emissões exigida pela regulamentação americana.
O Porsche 959 Komfort, produção limitada a cerca de 300 unidades, chegou a valer cerca de US$ 225 mil. Sem certificação, a importação foi barrada e o veículo ficou retido em depósito alfandegário. A situação gerou uma cobrança diária de multa de US$ 28, acumulando-se ao longo de anos.
Gates manteve o veículo retido por 4.745 dias, resultando em aproximadamente US$ 133 mil em taxas de armazenamento. A história ajudou a impulsionar mudanças regulatórias que facilitaram a entrada de carros raros com relevância histórica ou tecnológica no país.
Mudança regulatória
Em 2001, os EUA passaram a permitir a importação de veículos relevantes sob a isenção “Show or Display”, com uso limitado a cerca de 4.000 km por ano. O 959 qualificou-se imediatamente, permitindo que Gate s enfim dirigisse o carro no território americano.
A saga do 959 foi vista como um exemplo de influência de entusiastas na formulação de regras de importação. O veículo, que já foi referência tecnológica, hoje é reconhecido como precursor de conceitos presentes em hipercarros modernos.
O desfecho veio após décadas de atraso, mostrando como inovação pode enfrentar entraves administrativos. Gates pagou as multas, pressionou por mudanças e, assim, contribuiu para uma nova normativa de importação de veículos históricos ou tecnicamente significativos.
Fonte: matéria originalmente publicada na Forbes.
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