A Starbem planeja cobrir 10 milhões de beneficiários até 2030, com foco em planos de saúde empresariais para PMEs. A startup foi criada pelo médico cardiologista Leandro Rubio, em São Paulo, durante a pandemia. O objetivo envolve ampliar acessos a atendimentos de saúde mental e outras especialidades.
Originalmente lançada para o varejo (B2C) em formato de assinatura, a empresa percebeu que o modelo não decolou e priorizou o B2B, voltado a empresas que não conseguem oferecer benefícios completos aos funcionários. Hoje, a Starbem concentra-se em PMEs.
A composição atual dos atendimentos é majoritariamente de psicólogos (cerca de 70%), com 10% de nutricionistas e o restante de 17 especialidades médicas. Os planos determinam uma quantidade fixa de sessões mensais para cada beneficiário.
Para o portfólio mais vendido, inclui-se uma consulta com nutricionista, duas com médicos e quatro sessões de 30 minutos com psicólogos. É possível dobrar o tempo de terapia abatendo sessões como créditos.
A empresa afirma ter três diretores, um para cada área, e usa gestão de dados para ajustar oferta e demanda. Um plano de carreira para profissionais também está em operação.
Mudanças no mercado
A Starbem aponta mudanças regulatórias e estruturais influenciando o setor. O Ministério do Trabalho deve exigir gestão de riscos ligados à saúde mental (NR-1), o que pode elevar a demanda por terapias. Rubio aponta que afastamentos por saúde mental impactam significativamente os cofres públicos.
A empresa também investe em inteligência artificial para melhorar a jornada do beneficiário. Na nutrição, a IA otimiza a entrega de cardápios, permitindo que o paciente saia da consulta com o cardápio pronto.
Na psicologia, a plataforma já oferece suporte emocional 24 horas via IA, com avaliação mensal pela equipe de psicólogos. Rubio enfatiza que a IA é um complemento, não uma substituição de profissionais, e que futuras consultas poderão consultar o histórico recente interagido com a IA.
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