A demanda por chips de memória volátil (DRAM) para IA está acionando aumentos de preço e risco de desabastecimento global de notebooks. A escalada ocorre em um momento de transição no setor, com o fim do suporte ao Windows 10 previsto para outubro, o que deve acelerar a demanda por novos dispositivos.
Segundo a IDC, fabricantes de PCs preveem alta de 15% a 20% nos preços e renegociações de contratos em resposta às pressões de custos. No Brasil, a trajetória do dólar pode intensificar esse efeito, elevando ainda mais o impacto sobre o varejo.
O cenário é agravado pela escassez de memória e pela centralização de compras entre grandes marcas, que tendem a dominar as ofertas de chips. Pequenas empresas passam a enfrentar maiores dificuldades para assegurar volumes menores.
Panorama de mercado
A Gartner projeta um aumento de 130% nos preços combinados de memória DRAM e SSD até o fim de 2026. A previsão global para computadores é de alta de 17%, com smartphones subindo 13%. A demanda tende a privilegiar dispositivos de maior desempenho.
Analistas destacam que a alta de custos pode reduzir a disponibilidade de modelos de entrada. Conforme a consultoria, os mercados menos dolarizados devem sentir mais forte o aperto de oferta, com maior concentração de vendas nas grandes marcas.
Impacto no varejo e nos consumidores
Especialistas apontam que quem depende de PCs para tarefas mais pesadas continuará usando computadores por mais tempo. A migração para dispositivos de maior desempenho pode ampliar margens para fabricantes.
Ações de inovação, como chips proprietários, são citadas como vantagem competitiva para reduzir dependência externa. Grandes fabricantes podem manter a produção estável ao longo da cadeia, mesmo com a escassez de memória.
No Brasil, o efeito pode se refletir em maior dificuldade de acesso a GPUs e notebooks, especialmente para operações empresariais. O cenário depende de estratégias de estoque e de operações locais frente à dinâmica global.
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