A Anvisa recebeu 17 pedidos de registro de medicamentos com semaglutida após a queda da patente do Ozempic nesta sexta-feira, 20. A medida abriu espaço para versões alternativas do fármaco no Brasil, ainda sem confirmação de aprovação de novas canetas. O processo regulatório segue em curso para avaliar segurança e eficácia.
Entre os pedidos, oito já estão em análise e nove aguardam início da avaliação. Dois produtos sintéticos estão em fase de exigência, com prazo de resposta até o fim de junho, o que pode atrasar a conclusão dessas análises. Em relação aos biológicos, um produto está em avaliação e outro ainda não começou a ser analisado.
No mercado brasileiro já há opções distintas do grupo recente de pedidos. Em outubro de 2025, a Eurofarma firmou parceria com a Novo Nordisk para ampliar a oferta de semaglutida injetável, com as marcas Poviztra e Extensior, ambas produzidas pela parceria. Não são genéricos nem biossimilares, mas utilizam a mesma molécula.
A decisão de não estender a proteção patentária, iniciada em 2006, foi consolidada pelo Poder Judiciário e reforçada pelo STF na ADI 5529, com foco no acesso da população a medicamentos essenciais. A medida busca ampliar o acesso a tratamentos de diabetes tipo 2 e de obesidade, ampliando opções disponíveis no país.
Situação regulatória e perspectivas
A semaglutida permanece no centro de disputas regulatórias e mercadológicas. Além dos pedidos em análise, a Anvisa enfatiza critérios rigorosos de qualidade, como impurezas, esterilidade e potenciais reações imunológicas, que influenciam a aprovação de qualquer medicamento à base da substância.
O Ozempic é desenvolvido pela Novo Nordisk e é amplamente utilizado para diabetes tipo 2. O Wegovy, também à base de semaglutida, tem indicação para obesidade. A demanda global por esses fármacos está alta, com competição entre Wegovy, Saxenda e Mounjaro.
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