A Méliuz informou que fechou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo líquido de 32,9 milhões de reais, revertendo o lucro de 21,5 milhões apurado no mesmo período de 2024. O resultado foi impactado pela tesouraria em Bitcoin da empresa, afetada pela queda do preço da criptomoeda no fim do ano.
Mesmo com o recuo no lucro, a companhia apresentou avanço operacional. A receita líquida do trimestre foi de 138,3 milhões de reais, alta de 32% frente ao quarto trimestre de 2024. O EBITDA ajustado teve aumento de 64%, para 34,6 milhões de reais.
Ao longo de 2025, a Méliuz registrou crescimento na receita e no EBITDA ajustado. A receita anual subiu 26%, para 460,2 milhões de reais, e o EBITDA ajustado avançou 72%, para 92,9 milhões. O prejuízo líquido do ano ficou em 1,1 milhão de reais.
O principal motor da empresa, o Shopping Brasil, foi o destaque do balanço. A receita deste segmento cresceu 52% no trimestre e 41% no ano. O CEO Gabriel Loures afirmou que a Méliuz superou expectativas e encerrou o ano com geração de caixa robusta e sem dívidas.
Pressão do Bitcoin
A leitura principal do desempenho ficou com o Bitcoin. A Méliuz reconheceu uma perda contábil de 57,1 milhões de reais no trimestre, pois o preço de fechamento de dezembro ficou abaixo do valor médio de compra da carteira em caixa.
Apesar do impacto, a companhia manteve a estratégia. Loures disse que o Bitcoin continua sendo a melhor reserva de valor de longo prazo para o balanço, e que a volatilidade de curto prazo era prevista.
Ao fim de 2025, a Méliuz possuía 604,7 bitcoins em caixa, avaliados em 291,8 milhões de reais. No quarto trimestre, a empresa optou por não adquirir mais unidades da criptomoeda e direcionou parte dos recursos para recompras de ações, diante de ociosidade no papel.
A leitura do mercado aponta que o Bitcoin segue central na estratégia financeira da companhia, mesmo com o recuo de preço no último mês do ano.
Entre na conversa da comunidade