Les œnologues defendem a viticultura francesa em meio a crise no setor, buscando inovação para enfrentar a queda de consumo, o aquecimento global e mudanças nos gostos dos consumidores. A atuação técnico-prática busca vinhos mais frescos, leves e com menor teor alcoólico.
Emmanuelle Fourteau, diretora geral dos Œnologues de France, explica que o clima mais quente concentra mais açúcar nos frutos, elevando o teor alcoólico dos vinhos. Técnicas como a prensagem rápida de uvas frias ajudam a obter suco claro, facilitando brancos de uva tinta.
A prática liftada pela área envolve controlar temperaturas durante a vinificação para ressaltar aromas de frutos e flores. Embora conhecidas, as técnicas são adaptadas às demandas do mercado, com foco em qualidade e mercado.
Além do vinho, a inovação passa pela criação de bebidas à base de vinho por meio da fermentação, abrindo caminho a vinhos desalcoolizados ou com baixo teor alcoólico. A fermentação aparece como eixo central da prática enológica.
A mudança de embalagens faz parte da estratégia: vinhos em lata e boxes se tornaram opções relevantes. Os Œnologues de France lançam concursos e apoiam o uso de formatos alternativos, incluindo o “Best wine in box”.
Os profissionais destacam que o formato bag in box representa hoje cerca de 30% do volume de vendas de vinho no país, impulsionado pela logística e praticidade. A iniciativa promove uma visão de embalagem econômica e sustentável.
A associação com as Vinalies internacionais, promovidas pelos próprios enólogos, amplia horizontes ao contar com a participação de enólogos italianos na edição de 2026. Fourteau aponta afinidades entre tradições e mercados, citando o Prosecco como exemplo de expansão.
A cooperação franco-italiana coloca produtores relevantes em destaque, inclusive na produção de rosês. Em áreas como as reg^iões do sul da Itália, a troca de know-how reforça a busca por vinhos de alta qualidade e maior valorização no mercado.
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