O desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, conforme o IBGE. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira e indicam alta ante o trimestre anterior. O cenário ocorre mesmo com a leitura em comparação anual, que mostra continuidade de queda.
Especialista do próprio IBGE afirma que o país pode ter atingido o limite de queda da taxa de desocupação. Apesar do aumento, não há indicação de deterioração abrupta no mercado de trabalho, segundo o analista Jefferson Mariano.
O aumento é atribuído principalmente a fatores sazonais, como o término de contratos temporários na administração pública e na construção civil. A agricultura também contribuiu, com o fim de safras.
Desempenho por setores e renda
Serviços e indústria, com maior peso na economia, mostraram estabilidade no período. Já o rendimento médio mensal atingiu o recorde de R$ 3.679 no trimestre, resultado associado à maior formalização no mercado de trabalho, segundo o analista.
Mariano ressalta que a relação entre juros e emprego envolve atraso na transmissão da política monetária. Se a Selic permanecer alta por muito tempo, pode haver impacto mais direto sobre o emprego, mas o efeito ainda não é imediato.
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