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Bioinsumos podem ampliar participação do Brasil na indústria química global

Presidente da ABBI afirma que até 60% dos insumos químicos podem vir de resíduos agrícolas, elevando a participação brasileira na indústria global de 3% para 6% até 2050

Thiago Falda, presidente da ABBI (Associação Brasileira de Bioinovação) disse que todos os produtos feitos a partir do petróleo podem ser substituídos por substâncias feitas a partir de resíduos da agricultura
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A bioinovação pode ampliar a participação do Brasil na indústria química global. Segundo Thiago Falda, presidente-executivo da ABBI, até 2050 até 60% dos insumos químicos poderiam migrar de bases fósseis para substâncias derivadas de resíduos da agricultura. O Brasil poderia elevar sua fatia de 3% para 6%.

A afirmação aponta para a substituição de produtos originados do petróleo por bioprodutos. Falda defende apoio governamental por meio de linhas de crédito e instrumentos que reduzam custos e aumentem a competitividade do setor.

Além da substituição, a bioinovação pode elevar o valor agregado da economia. Em entrevistas, ele destaca que o retorno de investimento em biotecnologia tende a ocorrer em mais de cinco anos, com prazos que podem superar uma década.

Potencial de impacto econômico

A ABBI aponta que, com tecnologias atuais, a bioinovação pode gerar até R$ 600 bilhões adicionais por ano à economia brasileira. A produção de biocombustíveis, por sua vez, pode crescer 18 vezes se áreas degradadas da agricultura forem melhor utilizadas.

Cenário internacional e custos

Nos Estados Unidos, existem programas de investimento em biotecnologia da ordem de US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões, segundo Falda. O Brasil poderia se inspirar nesses modelos para reduzir custos e ampliar a competitividade.

Rumo a um mercado mais sustentável

O dirigente da ABBI afirma que a bioinovação tem potencial para produzir insumos equivalentes aos fósseis, com preços ainda acima do petróleo hoje. O desenvolvimento dependerá de políticas públicas estáveis e de investimentos em pesquisa.

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