Bruno Rossini, diretor sênior de comunicação da 99Food, afirmou ao Poder360 que a empresa defende a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo. A pauta inclui proteção previdenciária, transparência e bases de remuneração estáveis.
A ideia é estabelecer piso de pagamento alinhado ao salário mínimo, com comunicação clara aos motoristas. A 99 também aposta em previdência para os profissionais da plataforma. A empresa já investe em infraestrutura para apoiar entregadores em campo.
Além disso, Rossini citou ações de apoio aos entregadores: pontos de parada seguros, espaços para carregamento de celulares, água, café e banheiro. O compromisso é investir cerca de 50 milhões de reais nos próximos três anos.
Expansão da 99Food
A 99Food anunciou, em abril de 2025, o retorno ao Brasil após três anos fora. Em junho de 2025 iniciou operação piloto em Goiânia e, em março de 2026, já atuava em 70 cidades, incluindo Brasília, Manaus e Fortaleza.
O investimento para os primeiros 12 meses foi de 2 bilhões de reais, com meta de chegar a 100 cidades até junho, no fim do primeiro ano de funcionamento do app. Goiânia foi escolhida pela diversidade gastronômica e infraestrutura.
Rossini explicou que a expansão ocorre conforme a atração de restaurantes, consumidores e entregadores. O objetivo é devolver protagonismo a quem cozinha, entrega e consome, com uma proposta diferente no mercado.
Os critérios de escolha de cidades consideram o tamanho da operação da 99 na localidade e o equilíbrio entre restaurantes disponíveis e entregadores atuantes. A 99 está presente em cerca de 3.3 mil cidades brasileiras e soma 55 milhões de usuários ativos.
Planos futuros
A 99Food não será um app separado; estará integrado ao app da 99. Em breve, deve chegar o 99Compras, com compras em farmácias e supermercados, com Goiânia novamente como cidade-piloto.
A plataforma prioriza integrar serviços dentro do aplicativo da 99, para evitar múltiplos apps. A visão é ampliar serviços sem comprometer a experiência do usuário.
Rossini afirmou que espera continuidade do mercado de entrega de comida com operação segura e bases jurídicas que promovam competição justa, sem práticas anticoncorrenciais. O foco é manter transparência e qualidade de serviço.
Entre na conversa da comunidade