O levantamento nacional da ABMRA mostra que o perfil do produtor rural brasileiro está em transformação, mas com obstáculos para a renovação da mão de obra e da sucessão no setor.
Segundo Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA, há interesse de uma nova geração pelo agronegócio, porém a média de idade hoje é de 48 anos. As decisões ainda são tomadas por produtores mais experientes.
Nicodemos ressalta que a entrada de jovens no campo existe, mas a gestão das propriedades continua a recair sobre pessoas sêniores. O ritmo dessa transição varia conforme o perfil da propriedade.
O dirigente aponta a motivação como ponto central para essa gestão de mudança. Incentivar a participação da nova geração aparece como condição para manter o ritmo do setor.
Também é destacado o papel das tecnologias no processo de motivação. Inovações presentes no campo ajudam a aproximar jovens das atividades e da tomada de decisões.
A mensagem da ABMRA, por fim, reforça a necessidade de políticas e práticas que favoreçam a permanência de jovens no campo. O objetivo é sustentar a renovação da força de trabalho rural.
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