Spanish wine mantém o perfil mais leve, com vinhos tintos mais frescos, menos carvalho e foco no terroir, aponta uma análise publicada pela imprensa especializada.
O movimento surpreende a indústria, com demanda global por tintos encorpados em queda e estilos mais leves ganhando espaço. O público jovem tem sido apontado como motor dessa mudança.
A Raventós Codorníu, certificada como B Corp neste ano, observa crescimento constante de interesse por vinhos mais leves e frescos, especialmente em mercados de exportação e entre consumidores mais jovens.
A Bodega Martínez Lacuesta, em Haro, Rioja, afirma que há tendência a bebidas mais finas, equilibradas e fáceis de beber, sem opulência ou tanninos exagerados, mantendo complexidade.
Para o enólogo Javier Bañales, de Martínez Lacuesta, o objetivo é vinhos finos e equilibrados, que transmitam frescor e fluidez, sem abrir mão da expressão da uva e do terroir.
Já Manuel Iribarnegaray, da Marqués de Cáceres, ressalta que um tinto leve pode ter menor álcool, mas não significa ser barato; trata-se de explorar aromas, paladar e acidez com maturação de frutos.
Na visão da Familia Torres, a diversidade de estilos é essencial: vinhos leves em corpo ou em álcool podem coexistir, com decisões de vinificação impactando elementos como polifenóis, álcool, acidez e maturação aromática.
Rioja tem investido em equilíbrio, com carvalho que apoia o estilo sem defini-lo unicamente. Sonsierra destaca uso de vinhedos de altitude para maior frescor, mantendo o DNA da região.
Entre na conversa da comunidade