Pacientes que usam canetas emagrecedoras passaram a apresentar mudanças no padrão de consumo em mercados, restaurantes e serviços de delivery. A redução das compras ocorreu em domicílios onde esse uso é relatado, segundo estudo do Instituto Locomotiva.
Dados: 61% dos lares com usuários da caneta relataram impactos nos gastos com mercados e atacadistas; 24% reduziram compras em apps, restaurantes e delivery; 47% passaram a frequentar com menor intensidade os restaurantes. A queda não é uniforme, mas aponta para alterações no comportamento de consumo.
Em 8 em cada 10 domicílios, os usuários afirmaram notar diminuição do apetite associados ao uso do medicamento. Além disso, mudanças alimentares aparecem com maior frequência: proteínas magras subiram em 40% dos lares, frutas e vegetais em 26%, alimentos integrais em 25% e água ou chás sem açúcar em 22%.
Para Renato Meirelles, presidente do Locomotiva, os dados indicam efeitos além da experiência individual. Redução de ultraprocessados, menos bebidas açucaradas e menor uso de itens de conveniência aparecem como tendências relevantes, com quedas potenciais de gasto.
O estudo sugere que o fenômeno pode se tornar relevante para o comportamento de consumo no curto prazo. Se o acesso às canetas emagrecedoras ampliar, o mercado precisa se ajustar a um perfil de consumidor que compra de forma diferente, segundo a análise.
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