O dólar Comercial fechou a sessão de ontem abaixo de 5,00 reais pela primeira vez em pouco mais de dois anos, sinalizando maior apetite ao risco no mercado. A desvalorização da moeda brasileira ocorreu em meio a influxos de capital estrangeiro, que também favoreceram ativos de renda fixa nacional.
Analistas ressaltam que o movimento reflete fatores externos positivos para emergentes, com fluxo externo e juros elevados ajudando a manter o real em curva de valorização. A valorização é vista como consolidação de ganhos desde o início de 2026.
Para especialistas, o Brasil vem atraindo capital por fundamentos como taxa de juros alta e balança comercial superavitária, impulsionada por commodities agrícolas. O ambiente global, porém, segue sujeito a oscilações, especialmente diante de tensões entre EUA e Irã.
Outras economias emergentes enfrentam entraves distintos, o que reforça a concentração de recursos no Brasil em cenários de maior risco externo. Em avaliações de longo prazo, não se pode excluir a possibilidade de o dólar recuar ainda mais, ainda que haja volatilidade.
Ontem, o Ibovespa atingiu novo recorde ao superar 198 mil pontos, marcando o segundo fechamento recorde seguido após a marca acima de 197 mil pontos na sexta-feira. O índice manteve impulso mesmo com alta modesta, refletindo otimismo dos investidores.
Na sessão desta terça-feira, o cenário externa segue positivo, com negociações entre EUA e Irã iniciadas para buscar desfechos diplomáticos. O petróleo Brent opera em torno de 98,6 dólares o barril, recuando cerca de 0,75% em relação ao dia anterior, segundo movimentos do pré-mercado.
Indicadores econômicos previstos para hoje apontam para evolução de serviços no Brasil e dados de inflação atacadista nos EUA, que podem influenciar decisões de investimento. O pré-mercado internacional mostra ganhos em índices e no ETF EWZ, acompanhando o movimento de maior risco.
Perspectivas
- O otimismo de mercados internacionais continua, com atenções voltadas aos próximos encontros entre grandes economias e impactos na demanda por commodities.
Indicadores
Brasil
- Crescimento do Setor de Serviços (fev): índice não divulgado ainda, comparação anterior a 0,3%.
- Crescimento do Setor de Serviços (12 meses): índice não divulgado ainda, comparação anterior a 3,3%.
Estados Unidos
- Inflação no atacado / IPP (mar): esperado 1,1%, anterior 0,7%.
- Núcleo da inflação no atacado / IPP (mar): esperado 0,4%, anterior 0,5%.
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