Os preços do etanol nas usinas de SP, maior produtor e consumidor do biocombustível no Brasil, caíram mais de 7% na semana passada. A valorização da gasolina e a oferta da safra 2026/27 pesam sobre o mercado, segundo Cepea.
A queda no etanol acontece diante de uma oferta maior da nova safra e de pressão dos preços do açúcar no cenário internacional. A Argus destacou que esse recuo torna o etanol mais competitivo frente à gasolina, em meio a custos de importação elevada.
A gasolina, por sua vez, segue com preço maior no curto prazo, em parte pela guerra no Oriente Médio que pressiona derivados de petróleo. Mesmo assim, a Petrobras mantém preços às distribuidoras, com o mix de petróleo importado elevando o custo final.
Perspectivas para a safra 2026/27
Para Maria Lígia Barros, da Argus, a safra deve gerar produção recorde de etanol no centro-sul. A combinação de maior oferta de etanol e petróleo mais caro pode intensificar o uso do biocombustível.
Segundo o Cepea, o movimento de queda tende a puxar os preços nas bombas, mantendo o etanol abaixo de 70% do preço da gasolina em paridade nacional. A tendência depende da evolução da oferta interna.
No período 13 a 17 de abril, o Cepea/Esalq apontou o etanol hidratado a R$ 2,5920/l, queda de 7,01% frente à semana anterior. O anidro recuou 7,43%, para R$ 2,9575/l, ambos sem PIS/Cofins.
Impactos no varejo
Na média nacional, o etanol hidratado ficou em R$ 4,69/l e a gasolina em R$ 6,77/l, com pouca variação. Em SP, o etanol ficou estável em R$ 4,52/l, com gasolina a R$ 6,98/l, alta de 1 centavo.
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