Desde segunda-feira (20 de abril), a FranceAgriMer lançou a medida de “distillation de crise” para o vinho tinto e rosé, com 40 milhões de euros disponíveis a produtores que desejem destilar os excedentes. A iniciativa visa reduzir o excesso de produção no segmento.
Apoio financeiro: 30 euros por hectolitro para produtores e negociantes; 3 euros por hectolitro para os destiladores. Para ter direito, é preciso entregar no mínimo 30 hectolitros aos destiladores; o prazo de adesão vai até 12 de maio.
A operação pretende retirar do mercado cerca de 1,2 milhão de hectolitros de vinho. A medida complementa uma linha de apoio de 130 milhões de euros destinada ao arranco de vinhedos já existente.
Detalhes da medida
A vinicultura enfrenta uma crise de consumo no país, com queda drástica ao longo das décadas. Estima-se que, em 2023, o consumo per capita tenha ficado perto de 40 litros anuais, frente a 127 litros na década de 1960.
Depois das colheitas de 2025, a produção de vinho na França ficou estimada em 3,6 bilhões de litros pelo Ministério da Agricultura. O setor também registra redução nas exportações, ampliando a pressão sobre os produtores.
A medida foi anunciada como uma resposta prática para aliviar a sobreprodução. Expectativas de que as ajudas totalizariam até 80 milhões de euros foram difundidas, mas o montante aprovado fica em 40 milhões de euros.
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