O Ibovespa operou em queda nesta quinta-feira, abrindo espaço para um recuo de 0,78% e abrindo a sessão na casa dos 191 mil pontos. A mínima do dia chegou a 190 mil pontos, sem uma narrativa local de impacto, e com menor convicção sobre o futuro do mercado de energia. Na semana, o índice acumula queda de 2,2% e, no mês, alta de 2%.
O movimento reflete o afastamento de investidores de riscos diante do impasse entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Mesmo com avanços diplomáticos, a retomada do fluxo marítimo pode seguir distante, elevando a incerteza global sobre oferta de petróleo e inflação.
O giro financeiro total do Ibovespa ficou em torno de R$ 18,3 bilhões, quase estável frente à média dos últimos 12 meses, de R$ 18,1 bilhões. Analistas do Itaú BBA destacam que o índice vive fase de realização de lucros, com suportes em 188.100 e 184.300 pontos.
Cenário técnico e visão de curto prazo
Segundo o relatório pré-abertura, a leitura aponta queda prevista até uma reversão próximo dos 188 mil pontos, antes de uma possível recuperação. Fábio Perina e Lucas Piza mantêm, porém, o cenário de tendência de alta no curto prazo.
Entre as metas, a máxima de 199.354 pontos é citada como gatilho para retomar o movimento de alta rumo a 200 mil pontos. Em perspectiva de médio prazo, o acompanhamento mira a zona de 250.000 pontos.
Influência do câmbio e perspectivas globais
A aversão ao risco se acentuou diante do cenário de choque de oferta de petróleo e do papel do dólar. O dólar à vista avançou 0,6%, a R$ 5,00, com alta semanal de 0,4% e queda mensal de 3,4%. No acumulado do ano, o patamar local já registra queda de 8,85%.
O ambiente externo segue influenciando o fluxo de capitais. A leitura de estrategistas da Empiricus aponta que a maior atratividade de resultados corporativos nos EUA pode atrair recursos de volta para o mercado norte-americano, deixando o Brasil mais suscetível a movimentos táticos de curto prazo.
Perspectivas para o Ibovespa
Apesar do recuo recente, a leitura de curto prazo indica que o recuo pode ser parte de ajustes de posição. Com a expectativa de melhora nos resultados corporativos norte-americanos, a aposta é de recuperação gradual, sujeita a mudanças no cenário internacional.
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